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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Uma boa pedida

Para todo mundo que gosta da poesia de Augusto doa Anjos assim como eu, aí está uma singela homenagem que com muito carinho escrevi para aquele que tanto me inspira.
espero que gostem.
O título refere-se a um dos locais preferidos do poeta em quanto vida e é eternizado por suas palavras e agora pelas minhas.
Sinto saudades daquele que nunca conheci, mas, teria um enorme prazer em ter vivido em sua companhia.




Lago encantado

Olho para as margens de um lago

Lago encantado...

Talvez infectado! Infectado por todas as minhas ânsias e angustias

Nele vejo meu irmão Augusto.

Aquele dos Anjos!

Aquele que como uma rosa de Hiroshima bombardeou sua época.

Não como bombas que matam, ferem e destroem...

Como palavras ditas que abalam ficam e não saem

Sabia ele que um dia iria morrer

E quem não morre. Só a hora esperava.

Talvez tivera medo ou não,

Viveu como morreu

E chegando a hora de ser festa. Foi!

Para aqueles que o deixaram como um caroço podre de feijão.

Vermes entrando e saindo, até...

... Que dele nada restasse, restasse sim!

Uma lembrança que não se apaga.

Sucumbiu, mas, não morreu.

Partiu e de mim não se despediu.

Nessas águas posso ver meu irmão Augusto

Que entre Anjos vive,

Vive e viverá...

...enquanto Eu’s possa haver para dele lembrar-me.

4 comentários:

Félix disse...

Acho que o sentido da vida para Augusto era viver para cantar a morte, para mostrar a efemeridade e a fragilidade da vida, o espetáculo da decomposição, e exaltar aqueles que nos ajudam a recongregar no Todo Universal, como os vermes saindo e entrando.

190892 disse...

Belo poema. O Eu e a melancolia que está presente a maioria de suas obras o torna que um dos poetas mais reconhecidos até hoje.

Viví disse...

Amei o blog. Nos próximos eu queria uma pitadinha de Cecilia Meireles.

maria disse...

Vou tentar demostrar um pouco da fugacidade de Cecília